domingo, fevereiro 01, 2009

E agora quem é que se agarra?!



O caso Freeport está cada vez mais revelador de como o Estado português é governado. Isto é, em Portugal o regime político é a Coutada Pessoal. Nisto andam os governantes políticos portugueses desde sempre! Desde monarcas, republícanos, fascistas e democrátas todos os dirigentes portugueses governaram Portugal como se ele fosse o seu quintal! Actualmente o poder é repartido entre PS e PSD mas é o mesmo a diferença é que são mais a comer! Raramente na historia portuguesa tivemos governantes que realmente tinham uma visão verdadeiramente de futuro e que comtenplava todos os portugueses e não só os seus amigos.

Este caso do Socrates é apenas a mais recente prova disto mesmo. Agora percebemos porque é que não aconteceu nada á Fátima Felgueiras! Eles protegem-se aos outros pois se um sacrificado muitos outros caírão e assim têm-se um pacto de silêncio. É de facto de notar que se não fosse a investigação inglesa e especialmente a revelação dos últimos e-mails pelo Sol os portugueses estariam totalmente alheios ao facto de o seu PM e futuro candidato a mais um mandato pode ser na verdade corrupto. De facto, nada está provado. Nem sequer o PM é suspeito ou arguido em Portugal. Mas como podemos confiar na justiça portuguesa, e na sua independência, se num dia a procuradoura geral da república diz que não existem provas de nada e depois no dia a seguir e-mails altamente compremetedores que ninguém desmente é porque existe muito mais por detrás desta estória que nos estão a contar.

O que é assustador é a profundidade da corrupção que existe em Portugal, a total subserviência da justiça, o silêncio dos partidos e do parlamento e a total ausência do Presidente da República!

Até quando nós os portugueses vamos continuar permitir isto?

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4 comentários:

Anónimo disse...

Gostava de saber o que aconteceu á presunção de inocência que vem na constituição desde 1896?

Se os Media e o povo já fizeram o julgamento sem haver qualquer espécie de provas, para que servem os tribunais?

E o segredo de justiça? Só existe quando convém?
E o timing desta montagem? Porque coincide com as eleições tal como á 4 anos atrás?

Andre C disse...

Proponho que faças uma posta com isto.

Queres saber o que se passa? È preciso é memória!

Há por aí alguma confusão, o que é natural em resultado do bombardeamento a que todos vimos sendo sujeitos. Com efeito, parece que há uma investigação em curso, a qual estará sujeita ao segredo de justiça.

Já a ocorrência dos “encontros da Aroeira” foi comprovada em tribunal. Assim como no mesmo julgamento se comprovou ter havido uma conspiração entre gente da polícia, do jornalismo e da política. A sentença já transitou em julgado (não estando em segredo de justiça).

Podemos ver referidos os “encontros da Aroeira”, por exemplo, aqui:

“Em Janeiro de 2005, Armando Carneiro, presidente da administração da Euronoticias, proprietária da revista Tempo, junta na sua casa de Aroeira o inspector Torrão, o antigo chefe de gabinete de Santana Lopes Miguel Almeida, o advogado José Dias, que trabalhou no escritório de Rui Gomes da Silva, ex-ministro adjunto e ministro dos Assuntos Parlamentares do Governo de Santana Lopes, e o jornalista Vítor Norinha. Segundo Torrão, todos eram seus informadores. Realizou-se, depois, outra reunião com a inspectora Carla Gomes, titular do processo.”

E se quiseres saber mais sobre a conspiração, podes também ler esta descrição deliciosa [com carros do primeiro-ministro da época à mistura e tudo]:

O empresário Armando Jorge Carneiro revelou hoje em tribunal que, em 2005 e antes das legislativas, levou Miguel Almeida, ex-chefe de gabinete de Santana Lopes, a jantar com uma inspectora da PJ que acompanhava o "caso Freeport".

(…)

O ex-presidente do Conselho de Administração da revista "Tempo" contou em tribunal que o primeiro contacto que teve com José Torrão (…) ocorreu, em Janeiro de 2005, na sua casa na Aroeira, tendo o ora arguido sido-lhe apresentado pelo advogado Bello Dias.

Questionado pelo juiz sobre o número de contactos que manteve com elementos da PJ de Setúbal em Janeiro e Fevereiro de 2005, incluindo encontros com a inspectora Carla Gomes e o inspector Peixoto, Armando Jorge Carneiro contabilizou seis, mas tentou negar que essas reuniões tivessem como motivação o "caso Freeport".

Num dos encontros com a inspectora, num bar em Setúbal, o empresário admitiu que entregou já perto da meia-noite, a pedido desta, um exemplar daquele que seria a manchete, no dia seguinte, do semanário "O Independente", sobre o "caso Freeport", em que se falava de um mandado de busca e em que aparece na primeira página a fotografia de José Sócrates.

O empresário teve dificuldades em explicar porque razão decidiu levar Miguel Almeida, actual deputado do PSD e figura próxima de Santana Lopes (à data primeiro-ministro) a jantar, em Setúbal, com a inspectora da PJ, alegando que nessa dia estava muito cansado e pediu àquele seu amigo para conduzir.

No jantar, onde o ex-chefe de gabinete de Santana Lopes foi apresentado como "Miguel", a testemunha revelou que a inspectora da PJ se mostrou "stressada" , "nervosa" e com receio de estar a ser alvo de vigilância ou perseguição, pois via carros suspeitos.

Miguel Almeida terá explicado que se fossem carros do SIS (Sistema de Informações e Segurança) estes teriam necessariamente matrícula registada na Direcção-Geral do Património.

A procuradora do Ministério Público quis saber se a testemunha tinha ligações a partidos políticos, ao que este disse que não, dizendo porém que na adolescência militou na Juventude Centrista (JC).

Quando aos políticos que conhece melhor pessoalmente, a testemunha indicou Pedro Pinto e Santana Lopes (PSD), bem como Paulo Portas (CDS/PP) e Manuel Monteiro, antigo líder da JC e do CDS/PP. Quanto a Miguel Almeida disse ser "visita de sua casa".

Destes, assegurou que só trocou impressões sobre o "caso Freeport" com Miguel Almeida e que nunca acompanhou muito de perto o lado jornalístico das investigações, que estava a cargo de Victor Norinha e de outros membros da equipa redactorial da extinta revista "Tempo".

No decurso da audiência e em resposta a uma pergunta do juiz, Armando Jorge Carneiro admitiu que, no decurso deste caso, estabeleceu contacto com um amigo que tinha no SIS, porque suspeitava que estava a ser vigiado por carros que pensava ser da PJ ou do próprio SIS, tendo anotado o número das matrículas.

Segundo disse, o amigo do SIS ter-lhe-á garantido que os carros "eram da Presidência do Conselho de Ministros" [era então Santana Lopes primeiro-ministro].

Espero que tenhas ficado esclarecido acerca da conspiração dos "encontros da Aroeira" (e arredores).

E para culminar ai está PSantana Lopes outra vez á frente do PSD!!!!
Agora que percebes que ao contrario do que dizias os media são controlados pela direita e que em 2005 o que se passou foi uma cabala que o tribunal posteriormente confirmou, só te falta pensar tudo o que pensas mas ao contrário. Vais ver que faz bem mais sentido.

È com estas cartas que o PM tem que jogar. Gente suja que nao olha a meios!
Para mim só mostra o seu valor. Para mim este PM é tudo o que o país precisa. Quanto mais o atacam mais eu acho que é o melhor PM que já alguma vez tivemos.

Abraço

Anónimo disse...

• Pedro Adão e Silva, Manual de instruções para campanhas negras:

»Há um equívoco muito generalizado: é mais fácil desenvolver uma campanha negra envolvendo um vizinho, um colega de trabalho ou mesmo um familiar.

Nada de mais errado. Não hesite, pense em grande. A evidência empírica revela que uma campanha bem orquestrada pode ser eficaz se dirigida a um artista de televisão com particular notoriedade ou até mesmo, pasme-se, a um político.

Após criteriosa selecção do alvo, há que passar à fase a que os especialistas chamam de contextualização. Esta, isoladamente, não produz qualquer efeito - razão porque foi, durante tanto tempo, menosprezada. Contudo, como revelam diversos casos de sucesso, é decisiva. Deve agora proceder à escolha da natureza da campanha. As acusações mais seguras continuam a ser o enriquecimento ilícito e tudo o que remeta para comportamentos sexuais. Se optar pela segunda hipótese, tenha presente que relações extra-conjugais têm taxas de sucesso marginais. Pelo contrário, há evidência empírica que demonstra a robustez de campanhas assentes em alegações de relações homossexuais ou até comportamentos sexuais desviantes. No passado, havia dois instrumentos preferenciais para a contextualização: as cartas anónimas e o "ouvi dizer". Se bem que estes mecanismos ainda revelem assinalável eficácia, as novas tecnologias abriram novas possibilidades. Escreva um ‘email' e ponha a circulá-lo. As caixas de comentários dos jornais ‘online', fóruns e ‘blogs' têm-se revelado particularmente úteis.

Seja paciente e aguarde dois, três anos. Não suspenda a sua actividade, aproveite este período para estabelecer alguns contactos (junto de "amplificadores selectivos) e, não menos importante, pesquise informação sobre o seu alvo, bem como os seus familiares. Recorra a um motor de busca na ‘net' e, se tiver recursos, utilize um serviço de ‘clipping'. A informação disponível vai surpreendê-lo. Nesta altura tem de insinuar-se junto dos "amplificadores selectivos". Há tipos preferenciais de amplificadores com quem convém desenvolver uma boa relação: um jornalista e alguém, no mínimo, com acesso à fotocopiadora no Ministério Público e/ou na Polícia Judiciária.

Chegou agora a fase decisiva. É o momento para a campanha se tornar visível. Se a contextualização tiver decorrido bem, até você se vai surpreender com os níveis de credulidade. Mesmo um facto com escassa solidez revelar-se-á verosímil. Não se preocupe muito com o modo como esse facto vai ser posto à prova. O mais provável é que não o seja e, caso isso aconteça, se ele tiver sido devidamente amplificado, pouco importa que venha a ser desconsiderado. O resultado pretendido já foi alcançado. Assim que tiver feito chegar a denúncia às autoridades, coloque rapidamente o "seu" jornalista ao corrente.

Tem agora uma semana para mobilizar toda a informação que entretanto recolheu e plantá-la criteriosamente junto dos media. Não se preocupe em estabelecer relações de causa e efeito, basta associar factos. Vai ver que funciona. Há também um princípio elementar: ainda que continue a privilegiar o jornalista que primeiro deu voz à campanha, é agora importante diversificar. Há um mecanismo que se tem revelado muito conseguido: dar uma notícia parcialmente a um jornal e completá-la com informação à noite numa televisão. Por esta altura, deverá existir um caldo cultural propício a envolver familiares. Avance.

O essencial do seu trabalho está feito. Tirando algumas intervenções cirúrgicas, a competição pelas audiências entre os media encarregar-se-á de fazer o resto. Assistirá a um fenómeno curioso: as notícias serão dadas várias vezes, como se se tratasse de novidade, mesmo que tenham sido desmentidas, e os órgãos de comunicação amplificarão as notícias uns dos outros, sem qualquer critério. Neste momento, o nome do seu alvo deve surgir invariavelmente associado a expressões como "suspeito", "arguido", "implicado", "envolvido". Ainda que na verdade não haja nenhum indício, é o momento em que os comentadores estarão a falar da fragilidade em que se encontra, da necessidade de se explicar ou, até, de colocar o lugar à disposição. Pode, em casa, assistir confortavelmente ao desenrolar da campanha.

Apesar da natureza simples deste tipo de campanha, os mais temerosos têm procurado saber quais são os riscos para os autores morais. A literatura refere alguns casos que se revelaram problemáticos. Contudo, são excepções e só foram deslindados muito tempo depois. O "protocolos dos Sábios de Sião", o caso Dreyfus e o de George Edalji em Inglaterra são disto exemplo. Mais recentemente, na Bélgica, as autoridades revelaram particular celeridade em desmontar a campanha movida contra o ex-ministro Elio di Rupo. Mas, para quem opera a partir da Europa do Sul, não há motivos para preocupação. A coligação entre aqueles que defendem o primado do Estado de direito é de tal modo frágil que, facilmente, serão derrotados pela sólida união entre péssimo jornalismo e investigação negligente.”»

NeuroGlider disse...

Bem vamos por partes.

Anónimo: Eu não julguei ninguém apenas juntei informação e sublinhei as "coincidências" presentes. Não tem nada a ver com cabalas por eleições ou não. Este caso tem de ser totalmente esclarecido porque nenhum PM pode ser corrupto seja em altura de eleições ou não! Por isso essa ideia não pega aqui. Aliás o facto de isto estar a ser despoletado por uma investigação britanica dá outra profundidade e coerência ao caso. Eu também á 4 anos atrás quando ouvi pela primeira vez esta notícia não a achei verdadeira. No entanto agora as "provas" existentes são diferentes.

André: O que tu acabas de dar é apenas outro exemplo de aquilo que remato a posta! O modo como os nossos dirigentes políticos, seja de que quadrante for, governam é á coutada e esse tipo de coação como tu acabaste de descrever é perfeitamente passível de ter acontecido. Não ponho isso em causa. Apenas acho que é algo que todos fazem. O Coelho também nao dizia que "quem se mete com o PS leva pau!". Por isso nesse campo estamos falados! Eu apenas critico os métodos desta gente toda e a total falta de transparência e tenho de dizer desonestidade (Fátima Fuelgueiras, Valentão...etc...infelizmente) da sua actuação/governação de Portugal.

Pedro Adão e Silva: Extraordinário comentário! Mas devo de te dizer que não acredito que esta gente (políticos portugueses) tenha a capacdade de tais feitos. Pelo que podemos ver até hoje eles são mais do tipo caceteiro á moda da Máfia provinciana que outra coisa qualquer. É mais o grau de "uma mão-lava-a-outra" que existe na política portuguesa aliada ao facto de tanto o PS como o PSD serem permeados de cima a baixo por a Maçonaria e a Opus Dei não deixa grande espaço de manobra para este tipo de "traíções". Mas claro está isto é apenas a minha percepção e não uma verdade absoluta e o que propões é possível apenas, na minha opínião, genial demais para esta gente!

bons coméntários continuem

;)